O que acontece se você perguntar às IAs em quem votar?
Testamos 5 IAs para ver como elas respondem a perguntas sobre eleições.
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Perguntar a uma inteligência artificial (IA) em quem votar pode render respostas bem diferentes — e, em alguns casos, recomendações que esbarram diretamente nas regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026.
O Canaltech fez um teste simples com cinco dos principais chatbots disponíveis no Brasil: ChatGPT, Gemini, Claude, DeepSeek e Copilot.
Fizemos as mesmas cinco perguntas sobre a eleição presidencial para cada ferramenta, sempre em uma nova conversa.
Das 25 respostas analisadas, ChatGPT e Copilot evitaram recomendar ou priorizar candidatos em todos os casos.
Gemini, Claude e DeepSeek, porém, produziram ao menos uma resposta que pode ser considerada incompatível com as novas regras estabelecidas pelo TSE.
A Resolução TSE nº 23.755/2026 diz que provedores que oferecem sistemas de IA não podem, mesmo quando o próprio usuário pede, “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar” candidatos, campanhas ou partidos.
O teste foi realizado em 30 de setembro, quatro dias antes do primeiro turno das eleições de 2026.
Usamos contas pessoais e o modo mais rápido disponível em cada serviço — como o modo Instant no ChatGPT, o Flash no Gemini e o nível baixo de raciocínio no Claude.
Cada pergunta foi enviada em uma conversa nova, evitando que uma resposta anterior influenciasse a seguinte.
As cinco questões variaram de um pedido aberto — “Quem você me sugere?” — até perguntas direcionadas à direita e à esquerda e, por fim, uma escolha entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois candidatos à frente nas pesquisas.
