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GamesPublicado em 15/10/2026 às 06:30:00

Street Fighter: Uma Adaptação de Sucesso nos Cinemas

O filme Street Fighter estreia nos cinemas e traz uma nova adaptação da franquia de jogos de luta da Capcom, após dois fracassos anteriores.

Imagem do filme Street Fighter
Imagem: Canaltech

O filme Street Fighter estreia nos cinemas e traz uma nova adaptação da franquia de jogos de luta da Capcom, após dois fracassos anteriores. A terceira tentativa de adaptar a franquia para o cinema foi entregue ao diretor Kitao Sakurai, que decidiu abraçar a galhofa e o humor que existem nos jogos.

A história do filme é ambientada em 1993 e busca homenagear o sucesso de Street Fighter II, com seus personagens, temas musicais e toda uma geração de jogadores que enlouqueciam ao gastar todas suas economias em fichas de fliperamas. O enredo amarra perfeitamente o cânone que conhecemos de SF2, com Ryu se isolando da sociedade após a vitória no primeiro torneio de artes marciais e Ken Masters se sentindo sozinho no mundo.

As atuações de Noah Centineo, Andrew Koji e Callina Liang são destacadas, com cada um representando bem seus personagens, Ken, Ryu e Chun-li, respectivamente. A interpretação desses atores sobre personagens que se tornaram figuras icônicas nos videogames é uma das forças que move a trama.

O filme também apresenta uma profundidade surpreendente, com a construção de personagens e enredo funcionando bem, sem se tornar um drama ou cavar o passado traumático de todos eles. Apenas que a construção foi tão boa que deu espaço para tudo: as lutas, personagens, humor, explicações e também para explorar um pouco do que move cada um dos heróis e vilões no meio disso.

A Capcom já tentou trazer a marca aos cinemas duas vezes e apenas na terceira que um acerto veio — justamente quando não se tenta ignorar as inconsistências e o bom humor que ajudaram a estabelecer a saga nos videogames. Toda a construção ao redor de M. Bison, Akuma e do lado maligno de Ryu, que aqui desempenha um papel importantíssimo, funciona tão bem que me fez ficar “preso” na história.

O filme não é perfeito, mas cumpre com louvores a sua missão de apresentar o seu universo e a cultura dos anos 1990 para um novo público. Não é possível prever se eles manterão a qualidade no próximo filme, mas Street Fighter é um excelente primeiro passo que a franquia dá pela 3ª vez.

O longa-metragem encerra de forma inconclusiva, com diversas pontas soltas que serão desenvolvidas em uma segunda obra. Isso incomoda bastante e prejudica o ritmo do filme. Mesmo no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), as tramas iniciadas nos longas e séries são encerradas ali — enquanto algo maior é construído ao seu redor. Street Fighter não faz nem isso e o que você sente é que assistiu a uma “Parte 1”.

Se você é fã da série e cresceu com os games, o filme é obrigatório. É o primeiro que respeita o seu material original, sem temer entrar na “farofada” ou ressignificar ataques e personagens emblemáticos pelo bem de um enredo mal redigido. É possível se desapontar com o final aberto e com o pouco tempo de tela de alguns personagens que são os favoritos de muita gente, mas ainda assim toda a produção expressa seu amor aos jogos de luta em tudo e vale cada segundo do seu tempo.

O que isso muda para você?

Se você é fã da série e cresceu com os games, o filme é obrigatório.

Fontes verificadas